Deficiência leva 38% de funcionários ao desânimo, diz pesquisa

De acordo com algumas estimativas recentes, a quantidade de pessoas com deficiência no Brasil chega a ser mais de 45 milhões. Também chamados pela sigla PCD, o número dessa categoria indica 24% da população.

No mercado de trabalho, no entanto, a representatividade é bem pequena, com apenas 0,9% das carteiras assinadas. Dentro desse pequeno universo de deficientes empregados, 34% dos profissionais se sentem isolados em seus locais de trabalho.

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Foto: (reprodução/internet)

Para entender um pouco mais sobre este assunto, continue a leitura deste artigo a seguir.

Deficiência ainda é motivo de exclusão

Se sentir parte da empresa em que se trabalha, assim como do local de trabalho, é necessário para uma boa autoestima profissional. De acordo com uma análise feita pela Catho em conjunto com a Santo Caos, o pertencimento é necessário para engajar bem a atividade de qualquer empresa.

Para analisar essa característica de pertencer é observada na maneira como os empregados se relacionam com as empresas em que trabalham. Essa realidade é mais positiva na medida em que o funcionário se sente útil em sua função.

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No entanto, para uma grande parte dos funcionários que possuem alguma deficiência, esse traço é desfavorável. A Santo Caos, que é uma consultoria de engajamento por meio de diversidade, chegou à conclusão que as companhias precisam investir mais na inclusão de empregados que possuem algumas deficiência.

O levantamento realizado pelas duas instituições (Santo Caos e Catho), aponta ainda para alguns dados bem específicos. Entre eles, foram observados a ausência de compartilhamento, compromisso e orgulho. A pesquisa foi feita envolvendo desde gestores até os cargos mais baixos, onde todos eram deficientes.

Uma das causas dessa característica no mercado é a maneira como as empresas se comportam em relação a essa parcela de seus empregados. Para a maioria, preencher a cota de deficientes basta e o maior foco está no recrutamento.

Recrutamento é apenas o início do processo

Após recrutar, geralmente, a maioria das empresas dá o processo de inclusão como encerrado. Com isso, o restante da história do funcionário contratado está sujeito à diversos conflitos interiores.

Isso é o que aponta o sócio da Santa Caos, Guilherme Françolin. Para Françolin, ter diversidade de pessoas no quadro de funcionários não é suficiente. Ele pontua:

“Recrutar é o primeiro passo, mas se a empresa deseja um profissional envolvido, ela precisa dar voz, reconhecer e integrar este público na organização. Ter diversidade não é suficiente, é necessário engajar e incluir. Não existe uma empresa que pode se dar ao luxo de desperdiçar talentos, enxergar isso no profissional independente de quem ele seja trará diversos benefícios para o negócio.”

Diferente do que muitas pessoas pensam, tratar dessas questões não é algo que diz respeito exclusivamente a esses profissionais. Quando a empresa tem uma boa postura em relação a isso, os ganhos são bastante significativos.

Isto é, o quadro de funcionários acaba se tornando melhor estruturado, o que leva ao crescimento da companhia. Com isso, os resultados alcançados pela equipe de trabalho se tornam cada vez mais satisfatórios.

Thábita Laurino, gerente sênior da Catho, também faz algumas afirmações a respeito da problemåtica. Laurino diz:

“Citamos o pertencimento como pilar primordial nessa pesquisa, pois este é o ponto que mais dói no dia a dia das pessoas com deficiência, seja na área pessoal ou profissional. Paralelamente à esse déficit, temos o impacto desse baixo engajamento também em outros pilares. Um profissional que não se sente parte de equipe não se orgulha do seu local de trabalho, não veste a camisa e não a compartilha. Essa deve ser sim uma preocupação das empresas para irem além das cotas”

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