Desemprego diminui para 12% no segundo trimestre

Em março deste ano, o índice de pessoas no desemprego assustou a nação com o percentual de 12,7%. O aumento, que foi bastante significativo, implicou em um número de desocupados que chegou aos 28,3 milhões. Essa marca foi um recorde na história do Brasil.

Porém, de acordo com os levantamentos feitos no encerramento do segundo trimestre, essa taxa diminuiu. Agora, o índice percentual está marcando 12%. Essa marca, por sua vez, também é histórica. Afinal, é a primeira vez em cinco anos que a quantidade de contratados via CLT cresce no setor privado.

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Foto: (reprodução/internet)

Desemprego recua significativamente

No trimestre que terminou no último mês de junho, a taxa de brasileiros desocupados estacionou em 12%. Quando comparado ao mesmo índice avaliado no primeiro trimestre de 2019, o recuo percentual foi de 0,7%. Já a população ocupada, teve um aumento de 1,6%. A carteira de trabalho também está mais frequente no emprego dos brasileiros.

A maior geradora de postos de trabalho com carteira assinada foi a indústria. Cerca de 146 mil vagas foram preenchidas de maneira formal pelo segmento. Na sequência, estão as áreas de defesa, administração pública, educação, seguridade social, serviços sociais e saúde humana.

Sobre o trabalho formal, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, pontua:

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“A carteira de trabalho subiu depois de muitos trimestres. É claro para todo mundo a importância da carteira assinada, foi o primeiro indício, em 2014, que estávamos entrando em um processo de crise econômica bastante forte, que em termos de números do mercado de trabalho perdura até hoje.”

As condições de trabalho ainda precisam melhorar

Apesar de esses números serem bem positivos e também indicarem um crescimento que não acontecia há cinco anos na quantidade de carteiras assinadas, existe um fator preocupante. Um novo recorde batido neste contexto foi o de trabalhadores informais. Todos esses dados foram divulgados ontem, pelo IBGE, e colhidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua.

A quantidade daqueles que realizam trabalhos autônomos também aumentou. Com o último levantamento, foram registrados mais de 24 milhões de pessoas que trabalham por conta própria. Esse aumento representa um crescimento de 5% em relação ao segundo trimestre de 2018.

No entanto, a subutilização ainda é bem presente no cotidiano brasileiro. Na pesquisa, essa categoria representa os empregados que possuem uma carga horária menor do que a que gostariam e os desocupados. Além desses, aqueles que se encontram desestimulados a procurar um trabalho ou possuem alguma condição que os impede também estão incluídos no grupo.

Esse contexto de informalidade e subutilização ainda é muito forte. Portanto, não se pode tratar o resultado positivo como um indicador de virada no mercado de trabalho brasileiro. É o que também explica Azeredo.

“Cresceu a informalidade. Mas a gente já tem assistido essa informalidade crescer. Agora, pela primeira vez a carteira de trabalho também cresceu. A primeira alta em cinco anos, é importante, foi um aumento efetivamente expressivo.”

Azeredo ainda complementa dizendo que é necessário continuar fazendo a supervisão da informalidade nos próximos trimestres para checar se ela irá diminuir, assim como aconteceu com o desemprego.

 

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