Empreendedorismo moldará o futuro do trabalho, diz especialista

Muito se discute a respeito do mercado de trabalho no futuro. Quais serão as profissões mais requisitadas? A concorrência se manterá da mesma forma? Novas profissões irão surgir? As máquinas substituirão os humanos? Os questionamentos surgem e o debate ganha força.

No último mês, foi realizado o 8º Congresso de Inovação da Indústria em São Paulo. Na ocasião, o diretor de administração e finanças do Sebrae, Eduardo Diogo, estava presente. Em um dos painéis do evento, o diretor discutiu o assunto. Para Diogo, o empreendedorismo é o futuro do trabalho.

Empreendedorismo é o futuro

“Não é possível falar em futuro do trabalho sem falar em empreendedorismo. Tem que empreender”. Foi assim que o representante do Sebrae iniciou a sua fala no painel “O futuro do trabalho”. Na sequência, Eduardo pontuou algumas habilidades empreendedoras que serão fundamentais para obter sucesso no negócio.

E elas são simples. Na verdade, dizem mais respeito a valores humanos. No ambiente empreendedor, é muito comum que a concorrência corrompa princípios. Porém, Diogo alerta sobre esse tipo de comportamento. “É fundamental que as pessoas se conectem com as outras. Para que isso ocorra, é preciso ter duas habilidades: a humildade e a gratidão”, diz.

Além disso, o diretor sobrepõe outras características de pessoas que estarão inseridas no trabalho do futuro. Perseverança, comprometimento, dedicação, honestidade e zelo pela reputação: isso não poderá faltar. 

Para Eduardo “ser uma pessoa confiável é absolutamente perene em qualquer cultura. Não terceirizar a própria felicidade é outra tendência para o futuro.”

A tecnologia no mercado de amanhã

Que a tecnologia está avançando é fato. Porém, é preciso salientar que o avanço não surge para substituir o trabalhador. A tecnologia está tomando o seu espaço como um agente transformador e facilitador das profissões mais tradicionais. 

April Rinne, fundadora e investidora da corretora April Worldwide, também esteve presente no evento. Mesmo diante das ideias de que as máquinas possam substituir os humanos, April foi contundente ao dizer:

“A maioria dos trabalhos é de tecnologia, mas não dá para esquecer dos humanos. O trabalho é um sistema complexo de tecnologias e seres humanos, onde as questões vão incluir bem-estar e convivência”

Além disso, a empresária ainda ressaltou a dissolução das fronteiras por meio da tecnologia no mercado de trabalho. Segundo April, como as empresas estão cada vez mais virtuais, a distância não será mais um empecilho para o trabalhador. “Bem vindos ao mundo remoto do trabalho, de talento sem fronteiras, em que o trabalho não é feito no escritório, mas em casa e, muitas vezes, do outro lado do mundo”. 

O incentivo ao empreendedorismo

No Congresso realizado, houve a abertura de um espaço para incentivar aos microempreendedores. Na oportunidade gerada pelo evento, grandes companhias como Malwee e Schneider Eletric puderam interagir com as empresas menores.

Na interação, as empresas âncoras lançaram desafios para que as startups pudessem apresentar seu potencial inovador. Das startups presentes, dezoito delas conseguiram apresentar soluções inovadoras para os desafios. 

A Schneider Eletric focou em inserir os microempreendedores na indústria 4.0. Já a Malwee, solicitou que os candidatos apresentassem uma ideia inovadora para que haja melhora na gestão de negócio da empresa.