Segmento de microempresas é o que gera mais empregos, diz estudo

No contexto econômico atual, muito tem se falado a respeito da geração de empregos. Afinal, o índice de desemprego é um excelente termômetro para dizer se a economia vai bem ou não. Quanto maior for o número de empregados, maior será o fluxo de dinheiro em circulação. Em um apuramento recente do Sebrae, a origem da maioria dessas ofertas de trabalho é nas microempresas.

Para chegar nesta conclusão, o Sebrae fez o apuramento de dados do Ministério da Economia que são alocados no Cadastro Geral de Empregados, o Caged. De acordo com a pesquisa, que foi realizada no mês de junho, foram ofertadas cerca de 52,7 mil vagas de emprego no nicho de pequenos e médios negócios.

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Foto: (reprodução/internet)

Microempresas lideram a oferta de vagas

Pela quinta vez seguida no ano de 2019, a maior oferta de empregos formais, com assinatura na carteira de trabalho, é das microempresas. O desempenho que já vinha sendo bom desde o mês de janeiro, bateu recorde agora em junho. Aliás, o resultado do sexto mês gerado pelas micro e pequenas empresas foi o melhor comparado a junho dos últimos cinco anos.

A pesquisa ainda aponta o levantamento realizado em companhias de médio e grande porte. E, para o cenário analisado, mais uma vez o desempenho é negativo. Quando comparado o número de desligamentos ao número de contratações, as demissões foram superiores. O saldo registrado ficou no negativo, com menos 4,8 mil funcionários.

Na tentativa de amenizar os efeitos, o resultado foi agregado ao saldo da Administração Pública. Porém, ainda assim não foi maior que a quantidade gerada pelas microempresas. No fim, o total foi igual a 48.436 postos de trabalho gerados no país.

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Agora, analisando todo o primeiro semestre de 2019, os empregos alocados nos pequenos negócios são equivalentes a 387,3 mil funcionários no segmento. Essa quantidade, apesar de pequena comparada à realidade do desemprego, ainda é setenta vezes maior do que a que foi proposta pelas médias e grandes empresas. Apesar da maior expressividade dessas companhias no mercado, o número de empregos gerado foi de apenas 5,5 mil.

É fato que no decorrer do semestre o crescimento no número de ofertas não foi muito grande, apesar de positivo. Mas, por outro lado, a redução das companhias maiores foi bastante significativa no saldo final. Em números percentuais e comparando ao primeiro semestre de 2018, o aumento da geração de emprego das microempresas foi de apenas 0,8%. Já as maiores, tiveram uma redução de 80% em seu saldo.

As áreas mais requisitadas

O destaque dos pequenos negócios está para aqueles que atuam no setor de serviços, o qual sustentou a oferta de postos de trabalho no Brasil no último semestre. Do total apresentado anteriormente, o segmento representou a criação de 213,8 mil vagas, o que indica 55,2% do todo.

Já a indústria, que foi a segunda colocada nesse quesito, conseguiu contratar 56,6 mil novos trabalhadores. Na sequência, está a agropecuária, com um saldo positivo de 54 mil postos.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, comenta sobre os dados apurados.

“É um importante indicativo de que estamos no caminho certo para a retomada da economia brasileira, que encontra nas MPEs a grande força geradora de emprego e renda”

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